Adultos e idosos

Aprender um instrumento ajuda a lidar com o estresse?

Muitos adultos encontram na música uma pausa que nenhum ecrã lhes dá. Te contamos por que passa, como praticar para desligar e quando procurar ajuda profissional.

Por Equipamento de A medio tono6 min de leitura

Para muitas pessoas, sim. Tocar um instrumento ou cantar exige tanta atenção que as preocupações passam a segundo plano durante um tempo; além disso, ordena a respiração e deixa uma sensação de conquista. Não é um tratamento para o estresse ou para a ansiedade, mas pode ser uma pausa diária valiosa dentro de uma vida mais equilibrada.

Aqui temos por que a prática funciona como pausa, como projetar uma sessão pensada para se desligar, como evitar que a música se torne outra exigência e quando é hora de procurar ajuda profissional.

Em resumo

  • Tocar ou cantar pede atenção completa: por isso muitas pessoas o vivem como uma pausa mental.
  • Ouvir música pode relaxar; fazer música, além disso, ocupa as mãos, a respiração e a concentração.
  • Uma sessão para se desligar é diferente de uma para avançar: celular longe, sons lentos e algo que você gosta.
  • Se a prática se torna outra fonte de pressão, ajusta as metas com o seu professor.
  • A música não substitui os cuidados médicos ou psicológicos; se o estresse afetar o seu sono, o seu trabalho ou o seu ânimo, consulta um profissional.

Por que tocar se sente como uma pausa

É difícil pensar no e-mail pendente enquanto você tenta que três dedos caiam ao mesmo tempo em um acorde. Tocar um instrumento ocupa a vista, o ouvido, as mãos e a memória ao mesmo tempo, e essa ocupação total deixa pouco espaço para o ruído mental.

  • Atenção no presente: A música acontece em tempo real; se você distrai, nota-se em seguida.
  • Respiração mais pausada: cantar ou tocar um instrumento de vento obriga-te a organizar o ar; no piano ou na guitarra, as frases lentas convidam a respirar com elas.
  • Um desafio à sua medida: O bastante difícil para se concentrar e o bastante alcançável para o desfrutar.
  • Sensação de realização: No final da sessão há algo concreto que saiu melhor do que ontem.

É a experiência que descrevem muitos adultos que tocam: se sintam “um ratico” e, quando olham o relógio, já passou meia hora. Isso não converte a música em uma terapia, mas explica por que tanta gente a procura no final do dia.

Ouvir música ou fazer música

As duas coisas valem, mas não são o mesmo:

Ouvir e fazer música como pausa no dia
AspectoOuvir músicaTocar ou cantar
EsfuerzoBaixo; você pode fazê-lo enquanto faz outra coisa.Requer dedicação e um tempo só para isso.
AtençãoPode ficar de fundo.Exige concentração completa.
CuerpoPasivo, ou em movimento se danças.Mãos, respiração e postura ativas.
DepoisMuda o ânimo do momento.Deixa, além disso, a sensação de ter aprendido algo.
Quando serveNo carro, trabalhando, antes de dormir.Como ritual diário para se desligar.

Você não precisa escolher: escutar com atenção o que você está aprendendo também é parte da prática.

Uma prática concebida para desligar

Uma sessão para avançar, como a que descrevemos em Como praticar música em casa, tem objetivos técnicos. Uma sessão para se desligar busca outra coisa: estar presente e desfrutar. Esta é uma estrutura simples de 15 a 20 minutos:

  1. Deixe o celular em outro quarto ou em modo de avião. É o passo mais difícil e o mais importante.
  2. Faça três respirações lentas Antes de tocar, sentindo os pés no chão e os ombros soltos.
  3. Toca sons longos: notas sustentadas no piano com pedal, arpegios lentos na guitarra ou notas longas cantadas. Ouça como começa e como se apaga cada som.
  4. Toca uma peça que você sabe, com calma, sem buscar a perfeição.
  5. Fecha com cinco minutos de jogo livre: improvisa sobre uma escala, leve uma melodia ou repete um acorde que você gosta.

Alterna os dias: uns para avançar com o que te deixou o professor e outros só para tocar por gosto. Os dois tipos de sessão suman.

Quando a prática se torna outra fonte de estresse

Há uma armadilha frequente em adultos muito exigentes: converter a música em outro desempenho que cumprir. Alguns sinais:

  • Sientes culpa os dias que não praticas.
  • Você se incomoda com você cada vez que você está errado.
  • Só tocas o que te custa e nunca o que você gosta.
  • Você compara com músicos de redes sociais ou com outros alunos.
  • As datas- limite te geram mais angústia que motivação.

Se você reconhece, fala com o seu professor. Um bom professor ajusta o plano: metas mais amáveis, repertório que você gosta, dias sem tarefa. Repare de um erro, tocar algo mal a propósito ou dedicar um dia inteiro a improvisar também é parte de aprender.

Que instrumento escolher se você procura desligar

Qualquer instrumento serve se você gosta. Mesmo assim, cada um oferece uma experiência diferente:

  • Piano: As harmonias e o pedal criam um som envolvente; é ideal para improvisar com poucos acordes e praticar com aparelhos auditivos de noite. aulas de piano.
  • Guitarra acústica: toca-se no sofá, na varanda ou no passeio, e os arpegios lentos têm algo quase meditativo. Classes de guitarra acústica.
  • Canto: Ela trabalha diretamente a respiração e a postura, e permite-lhe soltar a voz, algo que muitos adultos não fazem há anos. Classes de canto.
  • Percussão: tambores e gaveta permitem baixar energia e conectar com o pulso.

Se você nunca tocou e se preocupa que aprender te estrese mais, começa com metas pequenas e um professor paciente. Os primeiros sucessos chegam logo, e nunca é tarde para começar.

A música não substitui a ajuda profissional

Aprender um instrumento é uma atividade que muitas pessoas desfrutam como pausa, mas não é um tratamento. Uma classe de música também não é musicoterapia, que é uma disciplina profissional com objetivos terapêuticos.

Dito isso, ter um espaço próprio, uma citação semanal com alguém que te ensina e um tempo do dia para fazer algo com as mãos pode ser um bom aliado, junto com outros hábitos como o descanso, o exercício e o tempo com os seus.

Perguntas frequentes

Usar um instrumento reduz a ansiedade?

Muitas pessoas dizem sentir-se mais tranquilas após tocar, mas aprender música não é um tratamento para ansiedade. Se a ansiedade é frequente ou intensa, consulta com um profissional de saúde; a música pode ser um complemento agradável.

Quanto tempo por dia convém tocar para se desligar?

Com 15 a 20 minutos é suficiente para que a sessão funcione como pausa. O importante é que seja um tempo sem interrupções ou telas.

Aprender de zero não vai me estresar mais?

Você pode passar se você precisa demais. É por isso que você precisa começar com metas pequenas, repertório que você gosta e um professor que entenda que seu objetivo principal é desfrutar.

Serven as aulas virtuais na noite, após o trabalho?

Sim. Para muitas pessoas é a forma mais fácil de ter aula sem somar deslocamentos a um dia longo. Só cuida que o espaço esteja tranquilo e dá-se alguns minutos entre a última reunião e a classe.

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