Cursos de música para adolescentes: como sustentar a motivação
Na adolescência, a música torna-se identidade. Te contamos como converter essa paixão em aprendizagem real, com repertório próprio, bandas e metas que lhes importem.
Um adolescente aprende música quando liga a quem é: a música que escuta, os amigos com quem quer tocar, o vídeo que quer subir, a banda que sonha armar. As aulas que funcionam a esta idade partem desses interesses, negociam o repertório e colocam metas que o jovem lhe importa de verdade.
Para pais e mães a mudança também é grande: já não se trata de sentar ao seu lado a praticar, mas sim de apoiar sem controlar. Aqui você tem como fazê-lo, desde a guitarra elétrica no quarto até a pergunta de se estudar música na universidade.
Em resumo
- Na adolescência, a motivação vem da identidade: sua música, seus amigos, seus objetivos.
- A música que gostam é um excelente ponto de partida para aprender técnica, leitura e teoria.
- Tocar com outros em uma banda, um coro ou um ensamble sustenta o interesse mais que praticar sozinho.
- Gravar e publicar pode motivar, sempre com acordos familiares sobre o que é partilhado.
- Se pensar em estudar música, convém preparar-se com um ou dois anos de antecedência.
O que os adolescentes procuram em uma aula de música
Uma criança de 8 anos vai à aula porque seus pais o inscreveram. Um adolescente continua porque quer, e deixa de ir quando não lhe encontra sentido.
- Sonar como os artistas que ouvem.
- Tocar com amigos e sentir-se parte de um grupo.
- Ter um espaço próprio para se expressar, longe da escola e das notas.
- Mostrar o que eles fazem: num toque, na escola ou nas redes.
- Para alguns, explorar se a música pode ser seu caminho profissional.
Por isso, o professor não pode ser apenas alguém que corrige. Tem que ouvir, propor e, sobretudo, ligar. Se você está procurando um, essas perguntas para escolher professor de música ajudam você a saber se é a pessoa indicada para seu filho.
A música que gostam como ponto de partida
Rock, reguetão, trap, indie, pop, molho, valenato, K-pop ou música de videogames: quase qualquer gênero serve para aprender, se o professor sabe o que tirar de cada música.
| O que querem tocar | O que eles aprendem de passagem |
|---|---|
| Os riffs de sua banda de rock favorita em guitarra elétrica | Power chords, silenciamento de cordas, púa alterna e leitura de tablaturas. |
| A linha de baixo de uma canção de funk ou de molho | Groove, subdivisão, como conectar com a bateria e leitura rítmica. |
| O padrão de bateria do reguetão ou do rock | Independência das mãos e pés, pulso estável e trabalho com metrónomo. |
| Um cover de seu cantor favorito | Respiração, afinação e como adaptar a tonalidade à sua própria voz. |
| A música de um filme ou um videogame em piano | Leitura, acordes e como a harmonia de uma peça é construída. |
Uma fórmula que funciona: "uma canção que você escolhe, um exercício ou uma peça que proponho eu". Assim o jovem sente que a classe é sua, e o professor assegura que a técnica avance.
Se canta: olho com a mudança de voz
Nos homens a voz muda de forma notória durante a adolescência, e nas mulheres também há mudanças, embora menos evidentes. canto É conveniente trabalhar com o intervalo disponível em cada momento, sem forçar notas agudas ou graves e ajustando a tonalidade das músicas. Se houver desconforto ou ronquera que não passa, o indicado é consultar um especialista.
Bandas, ensaios e tocar com outros
Armar uma banda com amigos é, para muitos adolescentes, o maior motor para praticar. As aulas podem preparar esse momento:
- Aprender sua parte antes do ensaio, para que o tempo com a banda seja para tocar juntos e não para tirar músicas.
- Contar, arrancar e terminar a tempo, algo que parece óbvio e é o que mais custa nos primeiros ensaios.
- Ouvir os outros: o baixo elétrico e a bateria tem que ir juntos, e a guitarra tem que deixar espaço para a voz.
- Cuidar do volume e dos ouvidos, com protetores auditivos em cada ensaio.
Se não houver banda à vista, há outras formas de tocar com outros: o grupo da escola, um coro, uma orquestra juvenil ou um ensamble de estudantes. O importante é que a música não fique sozinho no quarto.
Redes, vídeos e gravação
O celular pode ser um grande aliado. Gravar permite ouvir o que não se nota enquanto toca, ver o avanço semana a semana e ter uma meta concreta: “em um mês subo este cover”. Muitos adolescentes praticam mais quando há um vídeo por meio.
Convém, sim, pôr alguns acordos:
- Falar em família do que é publicado, em que contas e com que privacidade, especialmente se for menor de idade.
- Recordar que os comentários de desconhecidos não medem o seu talento nem o seu avanço.
- Não converter cada prática em conteúdo: a prática real é lenta, repetitiva e nem sempre se vê bem em câmara.
Os tutoriais na internet também têm seu lugar para tirar canções, mas não substituem alguém que corrija a postura e a técnica. aprender música com YouTube ou professor.
E se você quer estudar música na universidade?
Aos 15 ou 16 anos, alguns jovens começam a perguntar se a música pode ser sua carreira. É uma pergunta que vale a pena tomar a sério, sem se assustar nem idealizá-la.
As carreiras de música na Colômbia costumam ter provas de admissão que avaliam o instrumento ou o canto, e também leitura, teoria, ritmo, entoação e ditada. É por isso que convém começar a preparar-se com um ou dois anos de antecedência, embora o jovem toque muito bem de ouvido.
- Reforçar a leitura e a teoria, não só o repertório.
- Conhecer as opções: interpretação, licenciatura, composição, produção musical ou engenharia de som, entre outras.
- Ir para concertos e amostras das universidades para conhecer o ambiente.
Se esse é o plano, em A medio tono Há um programa preparação para admissão à música pensado para esse objetivo.
O papel dos papás: apoiar sem controlar
- Negocia os horários de prática em vez de impá-los. Se o acordo for seu, o cumpre mais.
- Procura soluções para o ruído: aparelhos auditivos para guitarra elétrica, pad ou bateria eletrônica, horários pactados com os vizinhos.
- Inverte em equipe de forma gradual, à medida que o compromisso se sustenta.
- Veja suas apresentações, mesmo que seja um toque na escola ou na casa de um amigo.
- Não desligue a sua música. Você pode não gostar do reguetão ou do metal, mas criá-los fecha a conversa.
- Mantenha o contato com o professor, agora com mais discrição: o jovem também precisa sentir que a relação com sua professor é sua.
E se, em algum momento, quer mudar de instrumento, de estilo ou de professor, escucha-o: a esta idade os gostos se movem, e isso também faz parte de encontrar seu lugar na música.
Perguntas frequentes
Aos 15 anos é tarde para começar um instrumento?
Não. Um adolescente entende rápido, organiza sua prática e avança com agilidade quando está motivado. Se quiser estudar música, o importante é começar a se preparar com tempo.
As aulas virtuais funcionam com adolescentes?
Eles costumam funcionar muito bem: eles estão confortáveis com a tecnologia e podem compartilhar com o professor vídeos de sua prática entre classe e classe. Para guitarra elétrica, baixo ou canto, a classe virtual é uma opção muito prática, especialmente com horários apertados da escola.
O que faço se o meu filho só quer tocar um gênero?
Deixa-o e aprova-o. Qualquer gênero tem ritmo, harmonia e técnica por aprender. Um bom professor usa essa música como porta de entrada e, pouco a pouco, amplia o repertório com outras coisas que lhe aportem.
Como equilibrar a música com o último ano de escola?
Com acordos realistas. Na temporada de exames ou de preparação para os testes Saber 11 pode-se reduzir a prática, mas manter a classe semanal evita perder o fio. Para muitos jovens, a música é justamente a pausa que precisam nessa temporada.
