Música para crianças

Aulas de música para crianças de 9 a 12 anos: mais opções e autonomia

Entre os 9 e os 12 anos abrem-se novas opções: ventos, bateria, guitarra elétrica e bandas. Te contamos o que muda e como acompanhar sem estar acima.

Por Equipamento de A medio tono7 min de leitura

Entre os 9 e os 12 anos, o leque de instrumentos abre-se. Com os dentes de frente definitivos, mais capacidade de ar e braços mais longos, os ventos como o saxofone, a trombeta, o clarinete ou o trombón tornam-se confortáveis, e a bateria, a guitarra elétrica e o baixo começam a chamar a atenção. Também é a idade das bandas da escola e dos primeiros ensambles.

A outra grande novidade é a autonomia: a criança já pode organizar parte de sua prática, colocar metas e falar diretamente com o professor. Seu papel passa de se sentar ao seu lado a acompanhar de um pouco mais longe.

Em resumo

  • Entre os 9 e os 12 anos os ventos, a bateria, a guitarra elétrica e o baixo tornam-se opções confortáveis.
  • As bandas da escola e municipais motivam muito; a classe particular reforça a técnica que no ensaio não consegue trabalhar.
  • As aulas geralmente duram de 45 a 60 minutos e a prática em casa, de 20 a 30 minutos.
  • A criança pode organizar sua prática com caderno, metrónomo e gravações; o adulto supervisiona sem estar acima.
  • É uma idade em que muitos pensam em deixar: metas concretas e repertório que gostem ajudam a sustentar o interesse.

O que muda para esta idade

O corpo e a cabeça de uma criança de 9 a 12 anos estão em outro momento, e a classe de música o aproveita:

  • Corpo: dentes definitivos, mais força nas mãos, braços mais longos e mais controle do ar. Isto abre a porta a instrumentos que antes eram incômodos.
  • Compreensão: pode entender por que funciona um acorde ou uma escala, não só como os tocar. A teoria deixa de ser um jogo e começa a ter sentido.
  • Metas: você pode se propor preparar uma peça para uma apresentação, entrar na banda ou tirar uma canção que gosta.
  • Vida social: quer tocar com outros, e o que pensam seus amigos começa a pesar muito no que ele escolhe.

Instrumentos que se tornam confortáveis agora

Opções que se abrem entre os 9 e os 12 anos
InstrumentoO que você pedeOnde é que se toca
Saxofone altoMãos que alcancem as chaves e força para sustentar com a correia.Bandas, jazz, molho, pop e música tropical.
TrompeteDientes de adiante definitivos e consentâneos com a embocadura.Bandas de ventos, molho, orquestras e jazz.
Clarinete e flauta traversaControle do ar e mãos cobrindo buracos e chaves.Bandas, orquestras e música colombiana.
TromboneUm braço que alcance as posições distantes da vara.Bandas, molho, orquestras e jazz.
Bateria e percussãoCoordenação das mãos e pés, e um plano para o ruído em casa.Bandas de rock e pop, música latina e do Caribe.
Guitarra elétrica e baixoUm instrumento à medida de sua mão e um amplificador pequeno.Bandas com amigos, rock, pop e funk.

Se o seu filho já toca outro instrumento, não começa de zero: o ritmo, a leitura e o ouvido que traz se aproveitam. Você pode ver como são as classes de saxofone, Trompete ou percussão Para te fazer uma ideia.

Bandas da escola e bandas de ventos

Em muitas escolas e municípios da Colômbia há bandas de ventos, bandas marciais ou grupos de música que recebem crianças dessa idade. São uma experiência muito valiosa: aprende-se a tocar com outros, a seguir um diretor e a se sentir parte de algo.

A banda e a classe particular são complementadas. No ensaio, o diretor trabalha o conjunto: entradas, afinação do grupo, nuances. O que quase nunca chega a fazer é corrigir em detalhe a embocadura, a postura ou a leitura de cada criança. Aí entra o professor particular.

  • Pergunta ao diretor quais os instrumentos que a banda precisa. Os menos escolhidos costumam ter mais vagas e mais oportunidades para tocar.
  • Descubra se o colégio presta o instrumento ou tem que comprá-lo, e pede ao professor que o reveja.
  • Leva à classe particular as partituras da banda: são um excelente material de trabalho.

Se o seu filho quiser entrar em uma banda, este guia sobre bandas de vento na Colômbia Conta-te como preparar-se.

De acompanhar a supervisionar: a autonomia na prática

Nesta idade, o objetivo é que a criança aprenda a praticar sozinho. Isso não passa de um dia para outro; constrói-se com ferramentas concretas:

  • Um caderno de prática onde anote o que lhe deixou o professor, quanto praticou e o que lhe custou.
  • El Metrônomo para trabalhar devagar e subir a velocidade pouco a pouco.
  • Gravar com o celular uma vez por semana e ouvir a gravação com o professor.
  • Uma meta por mês: uma peça, uma escala, uma canção para a banda.

E você? Você passa a supervisionar: perguntas o que está trabalhando, escutas de vez em quando um mini concerto, revisas que a prática ocorra (de 20 a 30 minutos, cinco dias por semana, é uma boa meta) e mantém contato com o professor. O que convém soltar é a correção nota por nota: agora isso é trabalho da criança e do professor.

Como é uma classe a esta idade

As aulas geralmente duram entre 45 e 60 minutos e têm mais técnica e mais teoria que antes. Uma boa classe para uma criança de 10 ou 11 anos mistura exercícios (escalas, rudimentos na bateria, notas longas nos ventos), leitura, repertório e algo de música que a criança escolheu.

Este último ponto é importante. Nesta idade, os gostos são definidos, e o repertório pode ir de um bambuco ou uma cumbia até a música de moda ou a trilha sonora do seu jogo favorito. Um professor que negocia o repertório (“uma que escolhe você, uma que proponho eu”) mantém muito melhor o interesse.

O que convém cuidar nesta etapa

  • A agenda. Entre escola, tarefas e esportes, a música pode ficar sem tempo de prática. Melhor menos atividades, bem feitas.
  • O ruído em casa. Bateria e trombeta em um apartamento pedem acordos: horários, um padrão de prática para a bateria, uma sordina de estudo para a trombeta.
  • Os ouvidos. Na bateria e nos ensaios de banda, as tampas ou protetores auditivos não são opcionais.
  • A vontade de deixar. É uma idade em que muitas crianças querem abandonar; se passa, lê O que fazer se o seu filho quiser deixar o instrumento Antes de decidir.

Perguntas frequentes

Aos 10 anos é tarde para começar música?

Não. É uma idade excelente: a criança entende rápido, pode praticar com mais autonomia e tem acesso a quase todos os instrumentos. Muitos músicos começaram a esta idade ou depois.

Que instrumento é bom para entrar na banda do colégio?

O que a banda precisa e a criança gosta. Pergunta ao diretor: clarinetes, trombones, bombardinos ou percussão costumam ter cota. Se o seu filho já toca flauta doce, flauta traversa, clarinete ou saxofone são transições naturais.

Você pode aprender bateria vivendo em um apartamento?

Sim, com algumas adaptações: um padrão de prática para a técnica de mãos, horários acordados com os vizinhos e, se o orçamento o permitir, uma bateria eletrônica com aparelhos auditivos. A bateria acústica pode ser deixada para a classe ou para um espaço de ensaio.

Meu filho de 11 anos pode praticar sozinho?

Sim, e é bom que o faça, mas com uma estrutura: tarefas claras do professor, um caderno de prática e um momento fixo do dia. Seu papel é rever que a prática ocorra e mostrar interesse pelo que está aprendendo.

Pronto para começar suas aulas?

Conte-nos o que você quer aprender e recomendamos o professor ideal, a domicílio em Bogotá ou virtual.