Como fazer a escova em guitarra: técnica e exercícios
A cejilla não é questão de força, mas de localização e peso do braço. Técnica passo a passo, erros que a apagam e exercícios do Fa em quatro cordas à cejilla completa.
Fazer a escova é pisar várias cordas ao mesmo tempo com o índice esticado, mesmo por trás do traste, enquanto os outros dedos formam o resto do acorde. A chave não é a força: é onde você coloca o índice (gir um pouco para o seu lado e colado para o traste), onde vai o polegar (detrás do maistil, não acima) e usar o peso do braço em vez de apertar como uma pinça.
Quase ninguém consegue que soe limpa na primeira semana, e isso é normal. Aqui você tem a técnica passo a passo, os erros que a apagam, uma progressão de exercícios que vai do Fa em quatro cordas à cejilla completa, e as duas formas que abrem o maistil: a de Fa e a de Si bemol.
Em resumo
- A cejilla é feita com o lado do índice, colada ao traste, não com a gema plana.
- A pressão sai do peso do braço, não de apertar com o polegar.
- O índice só precisa pisar de verdade as cordas que os demais dedos não cobrem.
- Começa pelo Fa em quatro cordas e pratica a escova completa nos trastes 5 a 7 antes de descer para 1.
- Com a forma de Fa (fundamental na 6a corda) e a de Si bemol (fundamental na 5a) pode tocar qualquer acorde maior ou menor.
O que é a escova e por que você precisa
Na cejilla completa, o índice cobre as seis cordas em um mesmo transte. média cejilla, cobre apenas algumas, por exemplo da 1a para a 3a ou da 1a para a 5a. Com os acordes abertos, você pode tocar muito, mas enquanto uma canção muda de tonalidade aparecem acordes que só podem ser feitas com cejilla.
| Tonalidade | Acordes da tonalidade | Qual pede cejilla |
|---|---|---|
| Dó maior | Do, Rem, Mim, Fa, Sol, Lam | Fa |
| Sol maior | Sol, Lam, Sim, Do, Re, Mim | Sim |
| Ré maior | Re, Mim, Fa ⁇ m, Sol, La, Sim | Fa ⁇ m e Sim |
| Lá maior | Sim, Do ⁇ m, Re, Mi, Fa ⁇ m | Sim, Do ⁇ m e Fa ⁇ m |
Por isso, a cejilla costuma marcar o passo de “sé uns acordes” para “Posso tocar quase qualquer música”. Se ainda falta afiançar os acordes abertos, começa pelos acordes básicos de guitarra.
A técnica, passo a passo
- Desça o polegar. Coloque-o atrás do maistil, mais ou menos à altura do dedo médio e perto da metade do maistil. Nos acordes abertos pode asomar acima; na escova, não.
- Estira o índice sobre as cordas, justo atrás da barrita do traste, não na metade do espaço.
- Gíralo um pouco para o seu lado, o que olha para o clavijero. Essa parte é mais firme e óssea do que a gema, e não se afunda entre as cordas.
- Verifique a ponta. Na escova completa, a ponta do índice chega justo à 6a corda ou sobressai apenas da borda do maistil.
- Coloca os outros dedos do acorde, bem arqueados.
- Use o peso do braço. Deixa que o braço cuelgue e leva o cotovelo suavemente para trás, como se quisesse aproximar o maistil do seu corpo. Essa tração faz mais trabalho do que o polegar.
- Toque corda por corda. Então você descobre qual não soa e ajusta apenas o necessário.
O índice não tem que pisar tudo
No Fa com cejilla, os dedos 2, 3 e 4 cobrem a 3a, a 4a e a 5a corda, assim que o índice só precisa fazer soar de verdade a 6a, a 2a e a 1a. No Si bemol, só a 5a e a 1a. Saber o permite concentrar a pressão onde há falta e relaxamento o resto.
Cuidado com as pregas
As pregas das articulações do índice são pequenas lacunas. Se um cai justo sobre uma corda, essa corda soa apagada por mais que aperto. Passa muito com a 2a ou a 3a corda. A solução é deslizar o índice um ou dois milímetros para cima ou para baixo até que a corda fique sob uma parte firme do dedo.
Fa e Si bemol: as duas formas que abrem o maistil
| Acorde | 6a Mi | 5a La | 4a Re | 3a Sol | 2a | 1a |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Fa (F) | 1 (c) | 3 (d3) | 3 (d4) | 2 (d2) | 1 (c) | 1 (c) |
| Fam (Fm) | 1 (c) | 3 (d3) | 3 (d4) | 1 (c) | 1 (c) | 1 (c) |
| Se bem bem bem bem-vindo | x | 1 (c) | 3 (d2) | 3 (d3) | 3 (d4) | 1 (c) |
| Se acordem (B bem-vinhão) | x | 1 (c) | 3 (d3) | 3 (d4) | 2 (d2) | 1 (c) |
Olha as formas: o Fa é um Mi maior movido um traste para cima, com o índice fazendo de cejuela; o Fam é um Mim; o Si bem bem-estar é um La; e o Si bem bem, um Lam. No Si bem bem, se os teus dedos não cabem no transte 3, você pode pisar a 4a, a 3a e a 2a corda com uma pequena escova do dedo 3 e deixar de lado a 1a corda.
| Traste | Forma de Fa (fundamental na 6a) | Forma de Si bem-estar (fundamental na 5a) |
|---|---|---|
| 1 | Fa | Si♭ |
| 2 | Fa♯ | Si |
| 3 | Sol | Do |
| 5 | La | Re |
| 7 | Si | Mi |
| 8 | Do | Fa |
O mesmo vale para as versões menores: o famoso Sim é a forma de Si bem-vinda no traste 2 (x-2-4-4-3-2), e o Fa♯m É a forma de Fam no traste 2 (2-4-4-2-2-2).
Exercícios progressivos, de quatro cordas a seis
Não comece pela escova completa no transte 1: é o lugar onde mais custa. Sube a dificuldade de a pouco e dedica apenas cerca de cinco minutos por sessão a esses exercícios; o resto da prática segue com suas músicas.
- Fa em quatro cordas. 4a corda transte 3 (d3), 3a transte 2 (d2), e o índice pisando a 2a e a 1a no traste 1. É uma média pequena e já ensina a apoiar o lado do dedo.
- Fa em cinco cordas. Igual, mas com o dedo 3 na 5a corda transte 3 e o dedo 4 na 4a traste 3. Parece mais cheio e o índice continua pisando apenas duas cordas.
- Índice apenas no transte 5. Estira o índice sobre as seis cordas e tócalas uma por uma. Ajusta até que todas suenem. Mais acima no maistil costuma custar menos que no traste 1.
- Apretar e largar. Com o índice no traste 5, pressiona o justo para que suene durante quatro tempos e afloja outros quatro, sem despegar o dedo das cordas. Dez repetições. Entrena a pressão mínima, não a força.
- Forma completa no transte 5. Faça a forma de Fa aí: é um La maior com cejilla (5-7-7-6-5-5). Quando soe limpo, bájala un traste a cada poucos dias até chegar ao Fa no traste 1.
- Alterações com metrónomo. Do a Fa e Lam a Fa, com quatro golpes por acorde e o Metrônomo a 60. Depois, a progressão Re – A – Sim – Sol, que usa a outra forma.
Por que você não se soa: erros comuns
| Síntoma | Causa provável | O que fazer |
|---|---|---|
| A 2a ou a 3a corda soa apagada | Cae em uma dobra do índice | Desliza o índice um pouco e gíralo para o seu lado |
| Zumbido em várias cordas | O índice está longe do transte | Acércalo à barrita do traste |
| A 6a corda não soa | A ponta do índice não chega ou está floja | Adelanta o índice até que a ponta alcance a 6a |
| Duele a base do polegar | Aprietas como pinça | Relaja o polegar e usa o peso do braço |
| O acorde soa desafinado | Aprietas de mais ou empurra as cordas para um lado | Procura a pressão mínima com o exercício de apertar e soltar |
| A boneca fica muito dobrada | Codo muito colado ao corpo ou guitarra muito baixa | Separa um pouco o cotovelo e sobe o maistil |
Paciência: como não render-se com a cejilla
A escova demora a sair, e não avança em linha reta: há dias em que soa e outros em que não. É normal. quanto tempo você toma aprender violão Nós contamos em que etapa costuma aparecer. Enquanto chega, essas ideias ajudam:
- Pouco e seguido: cinco minutos diários de cejilla rendem mais que meia hora um só dia.
- Continua a tocar músicas com a versão simplificada do Fa enquanto a escova completa madura.
- Na guitarra elétrica a escova custa menos pelas cordas finas; na clássica, o maistil é mais largo, mas as cordas de nylon são mais suaves.
- Se um acorde com a cejilla te atrasar uma canção, use o capo para mudar de tonalidade e ainda tocando; a cejilla a trabalha à parte.
- Se sentir dor no pulso ou no antebraço, para. Essa dor não é parte do processo.
Um professor de guitarra acústica ou de guitarra elétrica Vê num minuto se o problema é o índice, o polegar, o cotovelo ou a guitarra, algo que só pode tomar semanas para descobrir.
Perguntas frequentes
Pode-se tocar Fa sem cejilla?
Sim. A versão em quatro cordas (índice na 1a e na 2a corda, transte 1; dedo 2 na 3a, transte 2; dedo 3 na 4a, traste 3) funciona em quase qualquer música. Você também pode colocar um capo no traste 1 e fazer a forma de Mi maior: soa como Fa.
O que é a média cejilla?
É quando o índice pisa apenas algumas cordas no mesmo traste, não as seis. O Fa em quatro cordas é um exemplo pequeno; outro frequente é pisar da 1a para a 5a corda nos acordes com a forma de Si bemol. É um bom passo intermediário antes da escova completa.
Há que ter muita força nos dedos para a cejilla?
Não tão como parece. O que mais pesa é a posição do índice, que o polegar não aperta de mais e que use o peso do braço. Com a técnica bem localizada, a pressão que faz falta é bastante menor do que a que usa um iniciante quando aperta por instinto.
É normal que me duela o dedo índice ao praticar a escova?
Um desconforto no lado do índice no princípio é comum. Dor no pulso, antebraço ou base do polegar não é: geralmente indica que aperto como pinça. Descanse, revisa a técnica com seu professor e, se a dor persistir, consulta um profissional de saúde.
