Como escolher um comtrabalho para começar: tamanhos e tipos
O 3/4 é o tamanho padrão de adulto e o laminado, o aliado do iniciante. O que rever, como ajustar a altura de cordas e como resolver o transporte.
A maioria dos adultos toca um comtrabalho 3/4, que na prática é o tamanho "completo" padrão. Para começar, um laminado ou híbrido, ajustado por um luthier e com as cordas a uma altura razoável, é a opção mais sensata: águanta golpes, transporte e mudanças de clima, e serve para orquestra, jazz e música popular.
O trabalho tem desafios que outros instrumentos não: como você vai mover, onde você vai guardar e quanta força pede a mão esquerda. Pensar antes de comprar evita surpresas.
Em resumo
- O 3/4 é o tamanho habitual de adulto; 1/4 e 1/2 são para crianças, adolescentes e adultos de baixa estatura.
- O laminado é resistente e versátil; o talhado soa mais rico com arco, mas pede cuidados; o híbrido está na metade.
- A altura das cordas define se você pode tocar sem dor: pede que o ajuste um luthier.
- Resolve o transporte antes de comprar: o volume do trabalho complica mais que seu peso.
- Decide com o seu professor se você usará arco francês ou alemão antes de comprar o arco.
Tamanhos 1/4, 1/2 e 3/4: qual é o seu
Em comtrabalho, as frações não seguem a lógica do violino: 3/4 é o tamanho padrão de adulto, e 4/4 é um instrumento muito grande que poucos usam.
| Tamanho | Para quem costuma servir | Estatura aproximada |
|---|---|---|
| 1/10 e 1/8 | Crianças que começam pequenas | Menos de 1,35 m |
| 1/4 | Crianças com cerca de 9 a 11 anos | 1, 35 a 1, 50 m |
| 1/2 | Adolescentes de 11 a 14 anos e adultos de baixa estatura | 1, 50 a 1, 60 m |
| 3/4 | A maioria dos adolescentes altos e adultos | Mais de 1,60 m |
| 4/4 | Poucos intérpretes, quase sempre muito altos e de mãos grandes | Pouco usado |
Dentro de um mesmo tamanho muda a mensuração, o comprimento vibrante da corda. Em 3/4 costuma estar em torno de 104 a 108 cm. Uma mensura curta reduz as distâncias entre notas e é mais amável com mãos pequenas.
A prova de pé
- Ajusta a espada para que, de pé e com o trabalho apoiado suavemente contra o corpo, a cejuela (onde termina o diapasão, perto das clavijas) fique mais ou menos à altura das sobrancelhas ou da frente.
- Com a mão esquerda nas primeiras posições, o primeiro dedo deve ficar perto da altura dos olhos, com o ombro relaxado.
- O arco deve passar entre a ponte e o fim do diapasão com o braço direito confortável, sem subir o ombro.
- Nas posições baixas, teste abranger um tom entre o primeiro e o quarto dedo. Se é impossível sem dor, busca um tamanho ou uma mensura menor.
Muitos contrabajistas tocam sentados em um banco alto; se esse é seu caso, repete o teste sentado.
Laminado, híbrido ou talhado
| Laminado | Híbrido | Tallado | |
|---|---|---|---|
| Construção | Tapa, fundo e aros de camadas de madeira prensada | Tampa de madeira maciça talhada; fundo e aros laminados | Tudo em madeira maciça esculpida |
| Sonido | Directo, com bom ataque em pizzicato | Mais ressonante com arco | O mais rico e profundo com arco |
| Resistência a golpes e clima | Alta | Media | Baixa: sensível à umidade e às mudanças bruscas |
| Mantenimiento | Baixo | Moderado | Alto, com revisões periódicas de luthier |
| Para quem | Principiantes, escolas, jazz, música popular, viagens | Estudantes com projeção orquestral | Estudantes avançados e profissionais |
Para começar, o laminado tem uma enorme vantagem prática: um comtrabalho atinge-se contra marcos de portas, elevadores e baúles. Uma fenda num talhado é uma reparação séria; um laminado é muito mais tolerante.
O clima colombiano soma outro argumento. Se você vai viajar entre Bogotá e terra quente para encontros de orquestras ou festivais, as mudanças de umidade afetam muito mais um talhado. O laminado viaja mais tranquilo.
Altura de cordas e ajuste: o que mais pesa ao começar
Um comtrabalho com as cordas altas esgota: a mão esquerda faz muita força, o pizzicato custa e aparece a dor. Com as cordas muito baixas, em troca, as notas zumban contra o diapasão.
- Referência geral: No final do diapasão, a corda Sol costuma ficar entre 5 e 7 mm e a corda Mi entre 7 e 9 mm para tocar com arco. Para jazz e pizzicato são usados alturas menores.
- Ponte com ajustadores: Muitos comtrabalhos têm rodas roscadas nas patas da ponte para subir ou descer as cordas segundo a temporada. São úteis, mas é melhor que as mova um luthier ou seu professor.
- Diapasão: Deve estar bem escovado. Um diapasão com ondulações produz zumbidos em certas notas, mesmo que a altura seja correta.
- Cejuela: Se as cordas ficam altas lá, as primeiras posições tornam-se duras.
- Cordas: As de núcleo de aço e tensão média são o mais comum para começar; existem cordas de menor tensão, mais amáveis para pizzicato. Tu professor te dirá quais segundo o que vai tocar.
Pergunta sempre se o comtrabalho vem ajustado. Um instrumento de fábrica sem ajuste pode ser quase intocável, e um bom ajuste transforma um laminado simples.
Arco francês ou alemão
| Arco francês | Arco Alemão | |
|---|---|---|
| Como tomar | Parecido ao arco de violonchelo, com a mão acima da vara | Com a mão de lado, abraçando uma noez alta, como quem sustenta um serrucho |
| Nuez | Baixa e angosta | Alta e larga |
| Sensação | Ágil, com muito controle perto da ponta | Muito apoio do peso do braço sobre a corda |
| A favor | Transição natural se você vier do chelo | Som firme com pouco esforço |
Nenhum é melhor: ambos são usados com excelentes resultados. O importante é que coincida com o que ensina seu professor, então não compres o arco antes de falar com ele ou ela.
A colofonia de trabalho é muito mole e pegajosa, diferente da de violino e chelo. Guárdala em sua caixa e longe do sol: com o calor de terra quente se ama e se deforma.
Transporte e espaço: resolve-o antes de comprar
- Carro: 3/4 cabe em muitos carros com a cadeira do copiloto reclinada ou o assento de atrás abatido, mas mede antes. Os hatchback e as carrinhas são mais confortáveis.
- Taxis e plataformas: Nem todos aceitam levá-lo; avisa o tamanho ao pedir o serviço.
- Transporte público: em hora pico é pouco realista com um comtrabalho.
- Base: grossa e acolchada, com bolso para o arco, correias de morral e manijas em vários pontos. Uma roda que se acopla à espada facilita os trajetos curtos.
- Em casa: em um canto seguro, encostado de lado ou em um suporte, longe de janelas, portas que se abrem e o passo de crianças e animais de estimação.
Muitos contrabajistas usam o instrumento da orquestra ou da escola nos ensaios e têm outro em casa para estudar; pergunta se seu programa presta instrumentos. Para o cuidado diário, revisa Como cuidar de um comtrabalho.
O que revisar na loja ou em um comtrabalho usado
- União do maistil: Olha o calcanhar, onde o maistil entra no corpo. Uma fenda ou separação aí é uma reparação séria.
- Tapa: revisa em torno das efes e sob as patas da ponte; busca rachaduras e afundamentos.
- Costuras: Ele bate suavemente as bordas com os nós. Um zumbido ou um som vazio diferente indica uma costura aberta.
- Ponte: Direito, sem combarr-se, com as patas apoiadas completas.
- Máquinas: Cada clavija de engrenagem deve girar suave, sem saltos ou jogo.
- Pica: que saia, entre e fique bloqueada com firmeza.
- Som: toca cada corda ao ar e em várias posições, em pizzicato e com arco se puder.
Perguntas frequentes
É melhor começar em baixo elétrico ou em comtrabalho?
Depende da música que você quer tocar. Para orquestra e música de câmara, com trabalho. Para rock, pop e boa parte da música popular, o elétrico é mais prático. Muitos músicos de jazz tocam ambos. Se você se inclina pelo elétrico, lê Como escolher o seu primeiro baixo elétrico.
A que idade pode começar a tocar com trabalho?
Existem pequenos empregos para crianças, e muitos começam para os 9 ou 10 anos, às vezes após um tempo em violoncelo. O decisivo é a estatura e a força das mãos, algo que o professor avalia nas primeiras classes.
Por que custa tanto pressionar as cordas do comtrabalho?
As cordas são grossas e tensas, e as notas ficam longe umas de outras. Por isso, usa-se uma digitação específica e a força sai do peso do braço, não só dos dedos. Se além disso a altura de cordas está mal, o esforço se multiplica: faz com que a revisão um luthier.
Serve um comtrabalho elétrico para aprender?
Os comtrabalhos elétricos ou de estudo silenciosos servem para praticar sem incomodar e viajar, mas a resposta do arco e a sensação do corpo mudam. Para aprender bem convém um acústico, e o elétrico como complemento.
