Teoria e técnica

Como começar a improvisar? Guia para iniciantes

Improvisar aprende-se limitando as opções: cinco notas, uma base de um ou dois acordes e frases curtas. Nós damos exercícios concretos e chaves para perder o medo ao erro.

Por Equipamento de A medio tono7 min de leitura

Para começar a improvisar, reduz as opções ao mínimo: uma escala pentatônica de cinco notas, uma base ou dois acordes e frases curtas que dialoguem entre si, como em uma conversa de chamada e resposta. Primeiro joga com o ritmo; depois, com as notas.

Improvisar não é tocar qualquer coisa nem um talento reservado para alguns. É compor em tempo real com um vocabulário que você constrói ouvindo, imitando e equivoando sem medo.

Em resumo

  • A pentatônica menor de La (A, Do, Re, Mi, Sol) não tem semitonos, então quase nenhuma nota choca com a base.
  • Começa a improvisar com uma única nota e só ritmo; depois com dois, depois com três.
  • A chamada e resposta organiza suas ideias: uma frase que pergunta e outra que resolve na tônica.
  • Avança de um acorde a dois, e daí ao blues de 12 compassos.
  • Uma nota que choca se consegue mobilizando-a meio tom ou repetindo-a com intenção.

Improvisar não é tocar qualquer coisa

Uma improvisação tem regras, como uma conversa: uma tonalidade, um compasso, uma forma que se repete e outros músicos aos quais ouvir. Dentro desse marco, inventas. O vocabulário são as frases que você vai aprendendo; a gramática, a harmonia; e a escuta, o que faz com que o que você diz tenha sentido.

Não é só do jazz. O blues, as descargas do molho e muitas tradições colombianas vivem de improvisar: o tambor alegre dialoga com a dança na cumbia, e no bullerengue a cantadora improvisa versos que o coro responde. Todas compartilham algo: frases curtas, repetição e muita escuta.

A escala pentatônica: cinco notas que quase não falham

A pentatônica maior toma os graus 1, 2, 3, 5 e 6 da escala maior: em Do, Do – Re – Mi – Sol – La. A pentatônica menor usa os graus 1, acorde3, 4, 5 e bem-estar7: em La, La – Do – Re – Mi – SolSão as mesmas notas, com diferentes centros. Ao remover o quarto e o sétimo grau da escala maior desaparecem os semitonos, e com eles quase todos os choques. Se você quiser repassar de onde saem, olha para escalas maiores e menores.

No piano: as teclas pretas

As cinco teclas pretas formam uma pentatônica: a de Fa♯ maior ou, com outro centro, a de Re♯ menor. Toca com a mão esquerda um Fa♯ grave e seu quinto, Do♯, e com a direita improvisa apenas em teclas pretas. É impossível que soem mal, e é o melhor primeiro contato com a improvisação.

Na guitarra: a primeira caixa

Pentatônica menor de La em quinta posição (dedo índice no traste 5)
CuerdaTrastesNotas
6a (M grave)5 e 8La, Do
5a (La)5 e 7Re, Mi
4a (Re)5 e 7La Sol
3a (Sol)5 e 7Do, Re
2a (Si)5 e 8Meu, Sol
1a (Mi aguda)5 e 8La, Do

No saxofone: olho com o transporte

Se a base está em La menor de concerto, no saxo alto você deve pensar em Fa♯ menor, e no tenor ou soprano, em Si menor. como transportar uma música. E como o saxofone respira, suas frases terão um longo natural: úsalo a seu favor.

Começa pelo ritmo: o só de uma nota

O erro mais comum é pensar que improvisar é correr pela escala. Um exercício que muda isso de raiz:

  1. Coloque uma base em A menor, ou um Metrônomo a 80 BPM.
  2. Durante dois minutos, toca apenas a nota La. Varia o ritmo: notas longas, curtas, repetidas, no contratempo, e deixa silêncios.
  3. Soma o Do e toca dois minutos mais com duas notas.
  4. Suma o Re. Com três notas e bom ritmo você já pode dizer muito.
  5. Só quando isso flui, abre a pentatônica completa.

Você vai notar que uma frase simples com bom ritmo soa mais musical do que dez notas rápidas sem direção.

Chamada e resposta: conversar com frases curtas

Pense em frases de duas compases. La chamada termina em uma nota aberta, que deixa a pergunta no ar; em La menor pentatônica, Re ou Sol. Resposta fecha numa nota estável, idealmente La. Deixe respirar entre uma e outra.

  • Com um companheiro ou seu professor: um toca a chamada e o outro responde. Depois mudam.
  • Em eco: o professor toca uma frase e você a repetes igual; depois a repetes mudando apenas o final.
  • Apenas: grava quatro chamadas com silêncios de duas compassos entre elas, e responde acima.

Base: de um acorde ao blues de 12 compases

Uma progressão de bases para a pentatônica menor de La
EtapaBaseNotas de chegada
1. Um acordeLam7 todo o tempoLa, Do, Mi, Sol
2. Dois acordesLam7 – Rem7, dois compassos cada umA e Mi em Lam7; Re, La e Do em Rem7
3 Blues em LaLa7 (4 compases) – Re7 (2) – La7 (2) – Mi7 – Re7 – La7 (2)A em La7, Re em Re7, Mi em Mi7

As notas de chegada são as do acorde que soa: terminar suas frases nelas faz com que tudo soem intencional. Encontre bases procurando "backing track em La menor" em plataformas de vídeo, ou você pode gravar no celular. No piano, a mão esquerda pode tocar o acorde ou apenas a fundamental e a quinta, enquanto a direita improvisa.

Ouvir e imitar: de onde sai o vocabulário

  1. Escolha um só que goste e escolha uma frase curta, de dois a cinco segundos.
  2. Cánta-a até que você a saiba.
  3. Búscala em seu instrumento, nota por nota.
  4. Tócala em diferentes locais da base e câmbiale o ritmo ou o final.
  5. Ussala na sua próxima improvisação. Uma frase nova por semana é um ritmo excelente.

Quando a pentatônica te fique curta, o próximo passo são os modos gregos, que lhe dão cores novas sobre os mesmos acordes.

Como perder o medo do erro

Os medos mais comuns e o que fazer com cada um
Se pensas...Teste isto
“Eu vou tocar uma nota errada”Se uma nota choca, muévela meio tom acima ou abaixo: quase sempre cais em uma nota do acorde. Ou repítela a propósito: repetida, soa intencional.
“Não me acontece nada”Toma uma frase de três notas e repítela mudando apenas o ritmo. O silêncio também conta.
“A mim me dá pena que me ouçam”Improvisa só e grábate; depois com seu professor; depois com um amigo e, no final, em grupo.
“Tudo me soa igual”Muda uma só coisa por vez: registro, volume, articulação ou tempo.
"Me pierdo na canção"Conta os compassos e apóyate nas mudanças de acorde; o blues de 12 compassos é perfeito para treinar.

Um professor te dá algo difícil de conseguir sozinho: alguém com quem conversar musicalmente a cada semana. guitarra elétrica, de saxofone, de piano ou de teoria, a improvisação pode ser trabalhar desde as primeiras aulas, ao seu nível.

Perguntas frequentes

Pode-se improvisar sem saber teoria musical?

Sim. Muitos músicos populares e tradicionais improvisam de ouvido. A teoria não é um requisito, mas ajuda a escolher notas com intenção e sair dos lugares de sempre.

Qual é a diferença entre a pentatônica e a escala de blues?

A escala de blues é a pentatônica menor com uma nota extra, a quinta diminuída. Em La: La – Do – Re – Mi bem bem – Mi – Sol. Essa nota de passagem dá-lhe o sabor característico do blues.

Que instrumento é mais fácil para começar a improvisar?

No piano, as teclas pretas permitem improvisar desde o primeiro dia; na guitarra, a caixa pentatônica cabe em uma única posição. A voz também improvisa: cantar frases antes de tocar é um dos melhores treinamentos.

Quanto tempo você toma aprender a improvisar?

As primeiras improvisações simples podem sair na primeira semana, com poucas notas e uma base simples. Improvisar com fluidez em diferentes estilos é um caminho de anos, que se desfruta desde o início.

Pronto para começar suas aulas?

Conte-nos o que você quer aprender e recomendamos o professor ideal, a domicílio em Bogotá ou virtual.