Meu filho quer deixar o instrumento: o que faço?
Querer deixar o instrumento é muito comum. Antes de decidir, vale a pena entender o que há por trás e testar algumas mudanças. Às vezes uma pausa, ou deixá-lo, também está bem.
Um "já não quero" depois de uma prática frustrante não é o mesmo que um desinteresse que dura semanas. Antes de responder, descobrir o que há por trás: uma peça muito difícil, um repertório que não lhe diz nada, um professor com o qual não liga, um instrumento que não era o seu ou uma agenda demasiado cheia.
Muitas vezes, uma mudança específica resolve o problema. Outras, uma pausa com data de regresso é a coisa mais saudável. E às vezes deixá-lo é a decisão certa. Aqui ajudamos a distinguir cada caso.
Em resumo
- Querer deixar o instrumento é muito comum, sobretudo quando passa a novidade dos primeiros meses e para a preadolescência.
- Antes de decidir, conversa com calma para entender a causa real.
- Mudar o repertório, o professor, o formato ou até mesmo o instrumento resolve muitos casos.
- Uma pausa com data para voltar a falar é uma opção válida, não um fracasso.
- Se o desinteresse for mantido após as mudanças, deixá-lo bem, fechando o ciclo, também é aprender.
Primeiro: não decidas a quente
Quase todas as crianças que aprendem um instrumento dizem em algum momento que querem deixá-lo. Costuma passar quando a novidade dos primeiros meses acaba, quando as peças se tornam mais exigentes ou para os 10 a 13 anos, quando mudam os interesses e o tempo livre.
O primeiro é separar o momento do padrão. Eles prometem um acordo simples: “sigamos até o fim do mês (ou até a amostra) e enquanto isso o falamos”. Depois busca um momento tranquilo, longe do instrumento, para conversar. Algumas questões que ajudam:
- O que você menos gosta de aulas ou de praticar?
- Há algo que você gosta, mesmo que seja uma canção ou um momento da aula?
- Se você pudesse tocar qualquer música, qual seria?
- Quer deixar este instrumento ou a música em geral?
- Como você se sente com sua professor?
Ouça sem defender a classe nem lembrar o que custou. Neste ponto, o que você procura é informação.
Causas frequentes e o que testar em cada caso
| O que diz | O que pode estar a acontecer | O que provar |
|---|---|---|
| “É muito difícil”. | Está em uma meseta ou a peça está acima do seu nível. | Falar com o professor para ajustar a exigência, dividir em metas pequenas, voltar a peças que desfruta. |
| “É chato”. | O repertório não lhe diz nada ou as aulas se tornaram rotina. | Incluir música que gosta, tocar com outros, propor uma meta como um vídeo ou uma amostra. |
| “Não gosto do professor”. | Falta de conexão, ou um estilo muito rígido ou pouco paciente para ele. | Conversar com o professor ou provar com outro que se adapte melhor à sua personalidade. |
| “Não tenho tempo”. | Agenda sobrecarregada entre escola, tarefas e outras atividades. | Rever a semana completa, mudar a hora da classe ou reduzir outra atividade. |
| “Eu me dá pena tocar”. | Medo a errar em frente a outros ou às apresentações. | Apresentações mais pequenas e graduais, primeiro em família. |
| “Quero tocar bateria”. | Descobriu outro instrumento que lhe chama mais a atenção. | Considerar a mudança: o aprendido é transferido. |
Se além disso menciona dor nas mãos, nas costas ou no pescoço, não o passes por alto: pode ser um problema de postura ou de tamanho do instrumento, e há que rever com o professor.
Mudar algo antes de deixar tudo
O repertório
É a mudança mais simples e muitas vezes o mais eficaz. Uma canção que a criança escolhe pode reativar as vontades em poucas semanas. piano Pode ser a música do seu filme favorito; em guitarra, a canção que soa em todas as partes; em violino, o tema de um videogame ou um bambuco que ouviu na escola.
O professor
Nem todos os professores ligam com todas as crianças. Mudar não é desleal: é procurar a pessoa indicada. Antes de decidir, uma classe amostra Permite-lhe ver como se relaciona outro professor com o seu filho, e no Pasta de professores Você pode revisar opções por instrumento.
O Formato
Às vezes o problema não é a música, mas a logística: a classe cai a uma hora ruim, o trajeto o cansa ou o ecrã não funciona. Passar de virtual para casa (ou ao contrário), ou de uma classe individual para um pequeno grupo com um amigo ou irmão, pode mudar tudo.
O instrumento
Se o interesse pela música continuar vivo, mas o instrumento não lhe diz nada, mudar é razoável. O ouvido, a leitura e o ritmo que ganhou não se perdem. que instrumento escolher para o seu filho Ajuda-te a pensar no próximo passo.
Uma pausa também é uma opção
Entre continuar igual e deixá-lo de tudo há um ponto intermediário: uma pausa com data. Por exemplo, parar durante a temporada de exames ou nas férias de metade de ano e voltar a conversar em uma data concreta.
- Deixe o instrumento à vista e disponível, sem obrigação de o tocar.
- Mantenha a música presente: concertos, listas de músicas compartilhadas, tocar por diversão.
- Acuerda com o professor como retomar, para que o retorno não seja começar de zero.
Muitas crianças voltam com mais vontade depois de uma pausa, justamente porque a música deixou de ser uma obrigação. E se não voltarem, a decisão é tomada com mais calma e mais informação.
Quando é melhor deixá-lo
Insistir tem um limite. Estes sinais indicam que deixar o instrumento pode ser o correto:
- O desinteresse se mantém durante meses, mesmo após mudar repertório, professor ou formato.
- As aulas geram angústia constante: choro antes de cada sessão, mal-estar, medo.
- Descobriu outra atividade a que se compromete com entusiasmo.
- Você percebe que o desejo de que continue é mais seu que seu.
Se decidirem deixá-lo, façam-no bem: terminar o ciclo (o mês, a amostra, uma última peça), celebrar o que aprendeu e deixar a porta aberta. Muitos adultos retomam a música anos depois, e é muito mais fácil fazê-lo quando a memória é boa.
O que não convém dizer nem fazer
- Lembrar-lhe o que custou: “com tudo o que investimos...” só acrescenta culpa.
- Compara-lo com irmãos, primos ou colegas que continuam tocando.
- Ameaçar com castigos se não seguir, ou usar a prática como punição.
- Decidir sem consultar o professor ou ouvir a criança.
- Deixar que abandone o primeiro tropieço, cada vez. Aprender a atravessar uma etapa difícil também é parte do processo.
O equilíbrio está entre não render-se ao primeiro “não quero” e não sustentar à força algo que já não lhe traz. Se o ponto de fricção é a prática diária, revisa estas ideias para motivar seu filho a praticar.
Perguntas frequentes
É normal que uma criança queira deixar o instrumento?
Sim, é muito comum. Passa quando a novidade acaba, quando as peças se tornam mais exigentes ou quando mudam os seus interesses. Não significa que a música não seja para ele; significa que vale a pena rever o que está acontecendo.
Devo o obrigar a seguir?
Obligar à força raramente funciona. O que sim ajuda é pedir-lhe que sustentasse um compromisso por um tempo definido enquanto entendem juntos a causa e provam alguma mudança. Depois, decidem com mais informações.
Quanto tempo lhe dar antes de decidir?
Algumas semanas, ou até ao próximo marco (no mês, uma amostra, fim do semestre), costumam bastar para testar uma mudança e ver como ela responde. O importante é que o prazo que é claro para os dois.
Será que o instrumento é começar de zero?
Não. O ritmo, o ouvido, a leitura e o hábito de praticar levam-se ao novo instrumento. Uma criança que passa do piano à bateria, ou do violino para a guitarra, costuma avançar mais rápido do que alguém que nunca tocou.
