Música andina colombiana: guia para começar a tocar
Bandola, tiple ou guitarra: escolhe seu papel no trio, aprende primeiro o corredor e ouve muito. Um guia prático para começar a tocar música andina colombiana.
Para começar a tocar música andina colombiana, escolha seu papel no trio típico (a melodia na bandola, o rasgueo e a harmonia no tiple, ou os baixos na guitarra), aprende primeiro um corredor ou uma dança e deixa o bambuco para quando seu pulso for firme. Ouça muito a trios e estudamtinas enquanto praticas: o estilo aprende tanto com o ouvido quanto com os dedos.
Este guia explica como funciona o trio, que ritmos convém aprender primeiro, como armar um plano de prática e quais erros evitar, venhas da guitarra ou comeces a partir de zero.
Em resumo
- A música andina colombiana nasce nas regiões de montanha do centro do país e seu formato emblemático é o trio de bandola, tiple e guitarra.
- No trio, a bandola canta a melodia, o tiple sustenta a harmonia e o ritmo, e a guitarra faz os baixos.
- Os ars essenciais são o corredor, o bambuco, a dança, a guabina e o turvo; o corredor e a dança são boas portas de entrada.
- Se você já toca guitarra, o tiple é um passo natural: sua afinação se relaciona com as quatro primeiras cordas da guitarra.
- É música de conjunto: tocar com outros desde cedo acelera a aprendizagem do estilo.
O que é a música andina colombiana?
É a música tradicional das regiões de montanha do centro do país, como Antioquia, o Eje Cafetero, Cundinamarca, Boyacá, Santander, Tolima e Huila. Mistura heranças europeias, como as cordas pulsadas e o vals, com raízes indígenas e africanas, e se reconhece por seus ars de três tempos, seu lirismo e o som metálico de suas cordas.
Soa em serenatas, reuniões familiares, festivais e concursos, e nos estudantes de muitas escolas e universidades. Seus formatos mais comuns são:
- Trio andino ou trio típico: Largá-la, tiple e guitarra, o formato mais reconhecido.
- Dueto vocal: duas vozes acompanhadas por guitarra e tiple, muito ligado aos bambucos e corredores cantados.
- Estudantina: um maior grupo, com várias bandas, tiples e guitarras, às vezes com outros instrumentos.
- Conjunto carrangueiro: em Boyacá e Santander, com tiple, requinto, guitarra e guacharaca, de tom camponês e feriados.
O trio andino: quem faz o quê
Escolher instrumento é, no fundo, escolher um papel dentro do conjunto. Pense menos em qual parece mais fácil e mais em que parte da música te emociona quando a escuta.
| Instrumento | Papel no trio | Técnica chave | É para você se... |
|---|---|---|---|
| Bandola andina | Melodia, adornos e variações | Plectro, trémolo e cruzes de corda | Você gosta de levar a voz principal e o som brilhante. |
| Tiple | Harmonia e ritmo; às vezes melodia ponteada | Rasgueos com desligados e acordes sobre ordens de cordas | Aproveite acompanhar e marcar o caráter de cada ar. |
| Guitarra | Países Baixos que caminham entre acordes e harmonia | Pulgar independente e baixo melódico | Você já toca violão ou atrai as linhas graves. |
A voz também tem seu lugar: muitos bambucos e corredores são canções, e o dueto a duas vozes é uma tradição em si mesma. Se o seu é cantar, as aulas de canto também podem se concentrar neste repertório.
Os ritmos andinos que convém aprender primeiro
| Aire | Carácter | Conselho para começar |
|---|---|---|
| Pasillo | Em 3/4, herdeiro do vals; pode ser ágil e festivo ou lento e nostálgico | Bom ponto de partida: o compasso de três é claro e se sente em seguida. |
| Danza | Em 2/4, lenta e romântica, de serenata | Ideal para cuidar do som, mudanças de acorde e expressão. |
| Bambuco | Cantado e com vaivén; escreve-se em 6/8 ou em 3/4 e seus sotaques jogam entre ambos | Deixe-o para quando seu pulso seja estável, e conta em voz alta ao praticar. |
| Guabina | Três tempos, tom camponês; associa-se com Santander, Boyacá, Tolima e Huila | Ouça muitas versões: seu caráter pesa mais do que a dificuldade técnica. |
| Torbellino | Três tempos, repetitivo e dançable, de Santander, Boyacá e Cundinamarca | Bom exercício de resistência e regularidade no rasgueo. |
Se você quer entender como se conta e se acentua cada um, te explicamos com exemplos em os ritmos colombianos: bambuco, corredor e cumbia.
Como começar, passo a passo
- Escolha o seu instrumento pelo papel que você gosta, não por qual parece mais simples.
- Obtenha um instrumento bem calibrado. Um tiple ou uma bandola com as cordas muito altas desencoraja a qualquer um; coloque-o à sua professor que o reveja antes de comprá-lo. Aqui contamos como escolher um tiple ou uma bandola.
- Aprenda a afinar desde a primeira semana. As cordas em oitava do tiple e as ordens da bandola se desafinam com facilidade, e um trio desafinado não perdoa. Usa o afinador online com calma antes de cada prática.
- Começa pelo pulso. Marca os três tempos do corredor com o pé e conta em voz alta enquanto rasgueas ou punteas, no início com um metrónomo muito lento.
- Ouça antes de tocar. Escolha gravações de trios e estudamtinas e escuta a mesma peça várias vezes, seguindo cada vez um instrumento diferente.
- Termina uma peça completa logo, embora seja simples. Tocar um corredor lento de princípio a fim motiva mais do que acumular exercícios soltos.
- Toca com outros Quanto puder: um amigo guitarrista, a estudantina do colégio ou da universidade, ou a sua professor acompanheira na aula.
Se você vier da guitarra
Você tem vantagem: o tiple compartilha a afinação das quatro primeiras cordas da guitarra e muitas posições de acordes parecem. O novo é a força para pisar ordens de cordas metálicas e, sobretudo, a mão direita: os rasgueos andinos combinam golpes para baixo e para cima com apagados que definem cada ar. Se dúvidas entre ambos, lê guitarra ou tiple: qual aprender.
Se você começar de zero
Você pode começar diretamente com o tiple ou a bandola. Como orientação, muitas crianças começam aos 8 anos, quando seus dedos têm força para as cordas metálicas; antes dessa idade, a guitarra com cordas de nailon ou a iniciação musical preparam muito bem o caminho. Os adultos podem começar a qualquer idade.
Repertório: por onde começar
O repertório andino é amplo: corredores instrumentais pensados para o luscimento da bandola, bambucos e danças cantados, guabinas e orões de raiz camponesa e obras de compositores que levaram esses ars à sala de concerto. Muitas peças se conhecem de ouvido nas famílias, e isso é uma vantagem para aprender. Uma ordem que costuma funcionar:
- Primeiro, uma dança ou um corredor lento, para cuidar do som e das mudanças de acorde.
- Depois, um corredor instrumental a tempo moderado, para ganhar agilidade.
- Depois, um bambuco cantado, perfeito para praticar o acompanhamento ouvindo a voz.
- Mais tarde, guabinas e turvas, que pedem resistência e um caráter muito próprio.
- E sempre, essa canção que se cantava em sua casa: é a que mais te vai motivar.
Boa parte do repertório circula com criptografia (os nomes dos acordes) e outra parte em partituras para trio e estudamtina. Aprender a ler ambos abre-te mais portas; seu professor pode compará-los de acordo com o seu objetivo.
Erros comuns ao começar com a música andina
- Tocar o bambuco como se fosse um vals: perde sua acentuação e sua vaivém característicos.
- Rasgue o tiple com o pulso tensa: o som endurece e a mão se cansa em poucos minutos.
- Descuidar a afinação das cordas em oitava, que suja todo o conjunto.
- Aprender apenas com tabelas de acordes, sem ouvir gravações do estilo.
- Acelerar o corredor antes que o pulso esteja estável.
- Estudar sempre sozinho, quando esta é uma música pensada para se tocar em grupo.
Em A medio tono Você encontra professores de tiple, Categoria: Bandala andina e guitarra que trabalham este repertório, em aulas virtuais ou a domicílio em Bogotá e arredores.
Perguntas frequentes
Que diferença há entre um trio andino e uma estudatina?
O trio tem três músicos: bandola, tiple e guitarra. A estudatina é um maior grupo, com várias bandas, tiples e guitarras, e por vezes outros instrumentos, que permite arranjos a várias vozes. Muitos colégios e universidades têm estudatina, e é um grande lugar para aprender a tocar em conjunto.
Por que o bambuco é difícil de tocar?
Por seu ritmo mais do que por seus acordes. Seus sotaques jogam entre uma sensação de 3/4 e outra de 6/8, e se a conta como um vals perde seu caráter. Torna-se natural escuquendo-o muito, contando em voz alta e praticando-o lento com alguém que já o sinta.
Que instrumento andino é mais fácil para começar?
Depende do que você gosta. O tiple permite acompanhar músicas em breve com rasgueos e acordes; a bandola exige dominar o plectro, mas te dá a melodia desde o início. Para crianças pequenas, a guitarra com cordas de nailon é normalmente uma primeira etapa mais confortável.
Você pode aprender música andina em aulas virtuais?
Sim. Funciona bem se a câmera mostra com clareza ambas as mãos e afinas com calma antes de cada classe. Gravar tocando com uma pista ou com a sua professor ajuda a rever o ritmo, que é o maior desafio do estilo.
