Metrónomo para bambuco

O bambuco é escrito em 6/8 ou em 3/4, e as duas escrituras convivem há um século. Este metrónomo carrega os dois compassos com a mesma velocidade de corcheas: muda de um para outro e escuta como o mesmo ritmo se agrupa de três em três ou de dois em dois.

90BPM (preto com puntillo) · 6/8 · Andante

Toca um ponto para mudar o seu sotaque: forte, suave ou nenhum. Atalhos: barra de espaciadora para iniciar ou parar, setas para mudar o tempo.

6/8 a 90 pretas com puntillo e 3/4 a 135 negras soam com as mesmas corcheas. Em 3/4, o terceiro tempo leva um sotaque suave, como costuma marcar o acompanhamento.

Compás e tempo do bambuco

RegiãoAndina colombiana
Compás6/8 ou 3/4: as duas escrituras são usadas e nenhuma está errada
Tempo de referênciaEm uma amostra de dez gravações analisadas em 2020: preta com puntillo entre 89 e 142 (em 6/8), ou preta entre 130 e 213 (em 3/4). É uma amostra, não uma norma
InstrumentosTiple, bandola, guitarra e vozes
Para escutar"Quatro perguntas", de Pedro Morales Pino, e "Muchacha de riso louca", de José Macías

6/8 ou 3/4? Um debate de mais de um século

Pedro Morales Pino começou no início do século XX o costume de escrever o bambuco em 3/4, quando colocou em partitura sua "Quatro Perguntas". Desde então, músicos e pesquisadores defenderam uma ou outra escrita. Henrique Mazuera (1972) defendeu o 3/4 porque, segundo ele, em 6/8 o bambuco perde seu caráter cantable; Mario Gómez-Vignes (1981) defendeu que o 6/8 é o que melhor responde ao seu ritmo. Luis Uribe Bueno escreveu bambucos em 3/4 e depois os reescreveu em 6/8, depois de uma orquestra sinfônica ter dificuldades para tocar.

Estudos recentes descrevem o 6/8 como a escrita mais usada por convenção, com um acompanhamento que mistura as duas sensações. Para tocar, o importante é sentir a sesquiáltera: o vaivém entre dois grupos de três corcheas (6/8) e três grupos de dois (3/4). O explicamos com exemplos no guia de ritmos colombianos.

Bambuco fiestero e bambuco lento

Não há um tempo único. As fontes distinguem um bambuco fiestero, mais ágil, associado ao Tolima Grande e aos Santanderes, e um bambuco lento e melancólico, associado ao Cauca. Por isso o tempo dos botões é um ponto de partida: usa Tap tempo sobre a gravação que você está estudando para encontrar o seu.

Outra característica que o distingue do corredor é seu impulso anacrúsico: muitas frases começam antes do primeiro tempo, e no acompanhamento o baixo costuma apoiar os tempos 2 e 3.

Como praticar bambuco com o metrónomo

  1. Começa em 6/8 com subdivisão em corcheas e conta «1-2-3-4-5-6», marcando com o pé 1 e 4.
  2. Sem deixar de contar, muda para 3/4: as corcheias seguem iguais, mas agora os apoios caem em 1, 3 e 5.
  3. Alterna os dois compassos cada quatro compassos até que você possa sentir os dois pulsos ao mesmo tempo.
  4. Toque no acompanhamento do tiple ou violão sobre o clique e sobe de a 4 BPM quando sair limpo três vezes seguidas.

Como ler o tempo desta página

Os BPM contam o pulso do compasso, que nem sempre é uma preta: em 6/8 cada pulso é uma preta com puntillo (três corcheas), em 2/2 é uma branca (quatro corcheas) e em 3/4, uma preta (dos corcheas). Por isso, convém pensar também em corcheas por minuto:

  • Em 6/8: 90 BPM preto com puntillo, isto é, 270 corcheas por minuto.
  • Em 3/4: 135 BPM negra, isto é, 270 corcheas por minuto.

Como as corcheias vão à mesma velocidade, ao mudar de compasso o ritmo de fundo não muda: só muda como se agrupam e onde caem os apoios.

Como ajustar o metrónomo

  • Compás: Nos compassos de 6/8, o metrónomo conta pretas com puntillo (dos pulsos por compassos); em 2/2 conta brancas; em 3/4, pretas.
  • Subdivisão Adicione cliques suaves entre pulso e pulso. Com corcheias escutas o detalhe do ritmo; sem subdivisão, apenas o pulso.
  • Acentos: toca cada ponto para que esse tempo sossego forte, suave ou sem sotaque, e arma o padrão que você pratica.
  • Tempo de gravação: Coloque a música e toque Tap tempo ao ritmo do pulso; o metrónomo calcula os BPM.
  • Subir o tempo: de 2 a 5 BPM quando a passagem sai limpa três vezes seguidas. Se se desordena, desce 8 e volta a subir.

Erros comuns ao praticar com metrónomo

  • Acelerar nos finais da frase: É o erro mais frequente. Graba uns compassos com o celular e escuta se você chegar antes do clique.
  • Tocar sem ouvir o clique: Quando você vai exatamente a tempo, o seu golpe e o clique se fundem e quase deixas de o ouvir; se você o ouvir antes ou depois de sua nota, ajusta.
  • Subir o tempo cedo demais: um ritmo limpo e lento soa melhor que um rápido e desordenado, e se aprende mais rápido.
  • Contar o compasso errado: a tempo rápido, 6/8 sente-se em dois pulsos e 2/2 em duas brancas; contar todas as corcheias em voz alta te trava.

Perguntas frequentes

O bambuco é em 3/4 ou em 6/8?

O 6/8 reflete melhor os dois grupos de três corcheas e hoje é a escrita convencional; o 3/4 segue presente em muito repertório. Recomenda-se ler as duas e sentir o vavém entre elas.

A que velocidade se toca um bambuco?

Depende do estilo: o bambuco fiestero é ágil e o lento, pausado. Em uma amostra de gravações analisadas, o pulso em 6/8 foi de 89 a 142 negras com puntillo por minuto. Começa mais lento e sobe de a pouco.

Em que se diferencia do corredor?

O corredor está em 3/4 com o sotaque claro no primeiro tempo. O bambuco brinca com a sesquiáltera e tem um impulso anacrúsico: suas frases tendem a começar antes do primeiro tempo. Pratica o corredor com o metrónomo para corredor.

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